Mudar a marca ou não, eis a questão!

Um dos grandes dilemas da maioria das empresas que procuram administrar sua marca é com relação às mudanças. Um comparativo famoso da CocaXPepsi é aquele que mostra o quanto as duas marcas mudaram seus traços e letras no decorrer dos anos.

coke_pepsi_chart_revised

Busquei essa imagem de um artigo bem interessante sobre a comparação, já que por muito tempo circulou a ideia de que a Pepsi mudou muito mais que a Coca, enfim… a Coca sempre buscou se atualizar, assim como todas as grandes marcas, mas penso que se manteve muito mais fiel ao seu desenho original e isso pode até ter seu peso no sucesso da marca.

Bom, mas sua empresa não é a Coca-Cola, você tem sua marca, boa ou não, e aí vem a dúvida: quando mudar?!

Antes da era digital, as mudanças eram mais lentas, diria até que mais graduais e sutis. Uma marca ficava pelo menos 5 ou 10 anos sem mudar. Hoje em dia, com a internet dominando cada vez mais a comunicação com o público-alvo, as marcas mudam rápido, quase que todo ano. O próprio Google é um exemplo:

google

Mas o Google, assim como a Coca-Cola, é uma marca global, que pode se dar ao luxo de usar uma marca nova por dia, então vamos voltar a falar das pequenas empresas, que batalham seu mercado cliente por cliente e precisam se manter reconhecidas e, principalmente, reconhecíveis pelo seu público. Explico: toda mudança gera desconforto. Então, para mudar, é preciso estar certo de que essa mudança vai ser para melhor. Já vi acontecer muitas vezes, eu mesma já caí nessa tentação e precisei reconhecer que estava errada: um cliente novo chega à agência, com uma boa verba mas com uma identidade visual ruim, ou que, pelo menos, poderia ser melhor. E a primeira sugestão da agência é “vamos mudar o logo!!”. Se você é agência, calma. Analise primeiro o porquê desse logo ser como é, pesquise seu histórico, pergunte ao seu cliente. Fiz isso com o tal cliente e ele me explicou porque não queria e não iria mudar. Isso aconteceu em 2007 e até hoje a marca continua igual, porque seu público-alvo confia naquele símbolo, e na visão de meu antigo cliente, essa confiança não deveria ser quebrada. Respeitei, apesar de continuar achando o logo horrível! ;)

E se você é cliente, o que fazer diante dessa sugestão?! De novo, calma! Quais são as justificativas da nova agência para a mudança?! No mínimo, peça uma pesquisa junto ao público-alvo para identificar se a mudança é mesmo necessária. Não caia nunca nos “achismos” da nova agência. “Ah, mas eu não entendo, a agência mandou seu atendimento lá da capital, deve saber o que está falando…” Nem sempre sabe, acredite! Por isso, a importância da pesquisa prévia, se houver essa dúvida inicial.

“Ah, mas eu quero mudar, sinto que é a hora, meu negócio ampliou, modernizou, sofisticou, etc… e preciso mudar”.  Que ótimo, então coloque na ponta do lápis o custo dessa mudança. Sempre ouço e digo a mesma coisa: o computador aceita tudo e passa a sensação de que tudo é muito fácil. Os meses projetando a mudança do logo são apenas o começo do processo. Para que a mudança seja claramente identificada e aceita pelo seu  público, ela não pode ser gradual, do ponto de vista prático, das aplicações da mudança. Por isso o levantamento de custos, exatamente para descobrir se a empresa tem verba para mudar placas, fachadas, papelaria, uniformes, site, etc, etc, etc… tudo ao mesmo tempo. Exagero?! Ao contrário, não dá para lançar uma marca nova, falar em mudança, evolução, modernização se o novo logo está hoje na apresentação em powerpoint da agência para a sua equipe, só depois de dois meses na fachada e depois de mais seis na papelaria. Nada pior do que entrar em uma empresa cuja fachada tem um logo e, ao entrar na recepção, você dá de cara com o logo antigo num painel meio rasgadinho nos  cantos… Todo o trabalho de reconstrução vai por água abaixo.

Além desse custo físico, é preciso também avaliar o valor intangível que a mudança acarreta. Pense no seguinte: você passa, sei lá, cinco anos trabalhando no lançamento e consolidação de uma marca nova. E quando finalmente ela consegue seu lugar ao sol, com reconhecimento do mercado, dos consumidores e até mesmo dos concorrentes, pronto! Lá vamos nós recomeçar com outro logotipo, totalmente diferente do antigo! Será que vale a pena?! Nem sempre, nem sempre… de volta à pesquisa de mercado, ela deve dar o rumo aqui também!

E tem ainda os custos burocráticos, de registro da marca, por exemplo. Registrou a marca por 10 anos?! Então espere… um processo longo e complicado não deve ser desperdiçado à toda. Ou então, mude antes de registrar! “Está falando o óbvio”, pensam os designers. Pois conto mais um “causo real”: um possível cliente liga e diz assim: “acabei de registrar a minha marca e quero aproveitar para mudar o meu logo, quanto você cobra”?! Juro que ouvi isso! Fui até a empresa, e sem cobrar nada expliquei direitinho o que ele não devia fazer. O que aconteceu?! Ela mudou o logo, a marca, ou seria a logomarca (?!) com outro designer. E pronto… :D

Resumindo: mudar é bom, é importante, mas como toda mudança deve ser bem pensada, refletida e nunca feita no impulso; só assim será uma mudança, com certeza, para melhor. O exemplo clássico é o logo da Petrobrás, quando quis virar Petrobrax! Alguém lembra?! Voltou a marca antiga e a mudança que não deu certo entrou para a história

Petrobrax

Tipografia Criativa – Experimente!

Já que comecei o blog falando sobre a Helvética, nada melhor do que mais um post sobre tipografia. A escolha dos tipos é um das etapas mais importantes no trabalho de um designer. Porque uma fonte consegue transmitir personalidade ou estado de espírito em seus traços, essa característica deve ser levada em consideração no momento da escolha. Adoro esse cartaz dos bigodes tipográficos, feito por Tor Weeks, que iustra muito bem essa capacidade das fontes de demonstrarem uma certa personalidade.

typestaches

Em minhas aulas, sempre procurei trabalhar com os alunos a importância da fonte como elemento gráfico que pode, além de contribuir para a legilibilidade e organização visual dos layouts, transmitir conteúdo, sejam ideias ou emoções.

 Um dos trabalhos que mais gosto de aplicar é chamado Tipografia Ready Made ou Experimental. A ideia é simples e descrita em vários livros acadêmicos de design, mas um pouco trabalhosa na execução. Mesmo assim, nunca ninguém reclamou de fazer. ao contrário, todo mundo adora o resultado final. O projeto é a criação de um alfabeto utilizando objetos cotidianos em sua composição.  E os resultados podem ser surpreendentes, como esse aqui, que um aluno super criativo fez utilizado olhos de bonecas!

Image
Ainda vou atualizar esse posto que outros trabalhos muito bons que fui colecionando a cada semestre que trabalhei na Univali!

Inspiração

Já que o primeiro post do blog foi sobre criatividade, deixa eu falar um pouco sobre o que me inspira: design, história, imagens, tipografia. E nada melhor do que o filme Helvética para ilustrar isso. E nada melhor do que a exposição do MOMA (NY) sobre o filme para ilustrar a ilustração :D! Assisti muitas e muitas vezes esse filme com alunos e amo NY como nenhuma outra cidade. Por isso escolhi essa foto para ilustrar o blog! E se você ainda não viu o filme, tem que ver já! Muita história da tipografia, depoimentos dos melhores designers do mundo e centenas de imagens que mostram o quanto essa fonte esta presente nas nossas vidas, seja no original ou sua genérica Arial ;)! Abaixo o link da página oficial do filme

http://www.helveticafilm.com/

E você pode ver legendado, só dar um google nele!

 

Ano novo, blog novo!

Em 2013 eu li um livro, vi uns 4 filmes “de adultos”, atendi 2 clientes e dei UMA aula de scrapbook apenas! Meu projeto para o ano passado era ser mãe em tempo quase integral, e consegui! Vi muitooosss filmes “de criança”, brinquei no parque, fiz natação junto e por aí vai…

Em 2014, ser mãe continua a minha prioridade #1! Mas a retormada dos meus blogs é uma forma de olhar um pouquinho para o lado profissional. Quem é criativo ou trabalha com a criatividade sabe que quando não criamos ou ficamos sem inventar as nossas modas, parece que essa energia toda fica represada, estagnada e eu já estava incomodada com essa sensação.

Então, para começar bem, um vídeo lindo sobre a chave para o trabalho criativo: se você tem problemas que precisa resolver, transforme-os em música! O filme é “A segunda terra” e eu assisti em 2012, ;). Num trecho, os personagens conversam sobre uma história linda, onde um cosmonauta russo transforma um ruído insuportável em melodia, vale a pena ver o filme e entender essa história! Aí vai o trailler: